“Se
fôssemos bons em tudo não necessitaríamos
trabalhar em equipe”.
(Gisela Kassoy)
É comum qualificarmos as empresas como “organismos
vivos”. E, sob esta ótica, comparar seu funcionamento
ao do corpo humano.
Nossa
“máquina”, projetada e esculpida por Deus,
apresenta uma série de funções intimamente
relacionadas. Do sistema digestivo ao excretor, passando pelo
respiratório e reprodutor, a saúde do corpo depende
de um equilíbrio dinâmico orquestrado por um órgão
fundamental: o coração. Quando ele pára,
o corpo padece e desfalece.
No
mundo corporativo, acontece o mesmo. Os organogramas nos indicam
a existência de uma série de departamentos. Assim,
Suprimentos adquire matéria-prima que será processada
pela Produção, colocada no mercado pelo Marketing,
tudo custeado pelo suporte de Finanças, com apoio do
Jurídico e da Contabilidade. A Informática sistematiza
tudo e em todos estes setores há pessoas assistidas por
Recursos Humanos.
Mas,
qual destes equivale ao coração da empresa?
Uma
companhia pode ter um excelente sistema de compras, obtendo
suprimentos de inquestionável qualidade, junto a conceituados
fornecedores, pelos menores preços e com os melhores
prazos. Pode apresentar um sistema produtivo perfeitamente afinado,
desde o recebimento da matéria-prima até a expedição
do produto acabado, com certificação, entrega
pontual e assistência técnica permanente. Pode
ter estratégias de marketing muito bem planificadas,
com identidade visual, pesquisas de prospecção
de clientes e desenvolvimento de produtos, DBM, CRM, SAC e uma
porção de outras siglas. Pode contar com um financeiro
criterioso na concessão de crédito, enérgico
na cobrança, responsável na aplicação
de recursos, dotado de capital próprio e com acesso às
mais diversas linhas de financiamento. Pode dispor de um corpo
jurídico preventivo e contencioso, uma controladoria
eficiente na gestão tributária e um sistema de
informações capaz de interligar todas as áreas
da empresa, possibilitando agilidade na tomada de decisões.
Pode ter uma equipe integrada e sinérgica, alinhada com
os valores da empresa, com políticas de remuneração
variável, incentivo, treinamento e avaliação
por competências, entre outras.
Todavia,
mesmo todos estes recursos e infra-estrutura não são
suficientes para fazer uma corporação prosperar.
E isto porque o coração de uma empresa é
representado pelo departamento de Vendas. É lamentável
que tantos! empresários não se apercebam disso!
Ao
longo de minha trajetória profissional, vi empresas saudáveis
se descapitalizarem, empresas tradicionais sucumbirem. E, não
raro, porque deixaram de buscar o oxigênio para sua perenidade
através de seus profissionais de vendas. Apenas um departamento
comercial forte, com profissionais qualificados, conhecedores
de seus clientes e produtos, adequadamente remunerados e incentivados,
é capaz de promover o crescimento sustentado de uma empresa.
Vendas
é o órgão vital de uma empresa. É
o que a impede de morrer. Embora não seja o único...
Autor: Tom Coelho. Fonte www.tomcoelho.com.br